Pular para o conteúdo principal

1, 2, 3....testanto!

'bora cair no mundo velho de Deus!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Do Berro ao Bolo: O Ano Que Eu Não Escolhi Te Amar, Antonio.

Hoje Antonio faz um ano. Um.       Ano. O tempo, depois que você vira pai, não passa. Ele te atropela de ré, em câmera lenta, com trilha sonora de berro primal e cheiro de fralda morna no ar. Esse tal "tempo" é uma ficção. Porque desde que esse ser de 75 cm e quase 10 kg chegou, os dias perderam qualquer lógica. Cada hora dura quatro semanas e, ao mesmo tempo, passa num espirro. Ou num pum que assusta e vem com bônus surpresa. Esqueça relógio. Meu calendário agora se mede em mamadeiras, fraldas e agressões com mordedores em forma de girafa. Não acordo mais. Sou expulso do sono com um chute de UFC na traqueia. Seis da manhã não chega. Ela invade. Empurrada goela abaixo como mamadeira morna. E a jornada começa: grito primal, looping de tarefas que fariam Hércules pedir arrego. Mamadeira, cocô, brinquedo sonoro que jamais se cala, choro, risada maníaca, comidinha, refluxo, susto, mais cocô, tentativa frustrada de soneca, água no body como se fosse protesto ambiental....

#Partiu2018

“Life is a journey” , já disse o poeta-internauta. E se a vida é uma viagem, que a cada 365 dias é renovada com um novo bilhete - trocamos o bilhete n°2017 pelo n°2018 -, precisamos levar alguma bagagem. Malas. E por vezes, o processo de preparar as malas é meio chato, mas necessário.  Oras, o que colocar na mala de 2018, então? (O que você colocaria na tua mala?)  Enquanto olho ao redor de 2107, decido o que entra e o que fica fora da mala de 2018: - Roupa preta vai pra mala.  Quem nunca ouviu que “um pretinho básico” nunca erra?! (E as blogueiras dizem amém!). É a coisa mais versátil que tem, não!? E “versatilidade” entra comigo em 2018. Principalmente gente versátil. Sabe, aquelas pessoas que estão lá quando o sol tá rachando e a festa pegando, mas também continuam quando tudo vira noite, as “ bad vibes ” batem e dúvidas e incertezas consomem o sono.   - Passaporte entra na mala! Se a vida é uma viagem, bora viajar mais em 2018! Viajar é co...

Mémoire poisson rouge.

“ Avoir une mémoire de poisson rouge ” é uma expressão francesa que significa: “ter uma memória curta” ou “não ter memória de nada”. Trocando em miúdos: é o cidadão que esquece as coisas muito facilmente no melhor estilo “Dory” (que é um peixe azul, não rouge , mas enfim), do desenho “Procurando Nemo”, ou então da célebre frase domingo-pós-balada: “se eu não lembro, eu não fiz”.   Mas me intriga a forma que usamos o verbo “esquecer” de forma equivocada. Queremos imputar uma “ação” ao coração, quando na verdade a semântica indica uma atitude do cérebro. Impossível tirar totalmente da nossa vida quem um dia foi motivo da nossa felicidade, pelo menos por algum tempo.  Esquecer significa, então, não “sentir" mais nada? Sinceramente, hmmm…sim e não. Seria mais um “superar”, vai. E superar um amor antigo não significa que ele não será mais lembrado, ou sentido. Afinal de contas, cheiros, lugares, comidas e pessoas nos fazem relembrar ou recordar situações, porém,...