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Il faut cheminer.

"A quoi ça sert l'amour?"...

Ça, c'est le titre d'une chanson d'Edith Piaf, dont la parole explique comment sont les relations...et, en fait, c'est difficile à expliquer. Pour une rasion quelconque, l'amour ne s'explique pas. C'est une chose "triste et merveilleux !"

L'amour est merveilleux? Tout à fait. Mais pas aussi indispensable que l'oubli. Ah, c'est cette chose qui nous maintient encore vifs. Certaines personnes sont effacés de notre mémoire comme un film sans importance, où ils ont été les protagonistes d'une histoire plein de passion mais à la fin ils n'étaient que simples coadjuvants. Moi, je sais que j'ai été un personnage comique de l'histoire de quelqu'un. Bien sûr, c'est toujours comme ça! En revanche, c'est douloureux d'être oublié pour son coadjuvant. Ce n'est pas facile de faire face au fait d'être irremplaçables, et laisser ouverte la possibilité d'entrée d'un autre "acteur ou actrice". 

Alors, a quoi ça sert l'amour, parce que quand tout est fini, il ne vous reste rien qu'un immense chagrin!?...En fait, l'amour c'est comme l'horizon dans notre vie. Je fais deux pas vers lui, et il s’éloigne de deux pas. Je fais dix pas demain, et lui s’éloigne de dix pas avant. Pour autant que je marche, je sais que jamais je ne l’atteindrai. A quoi ça sert l'amour? À cela: à cheminer. Ainsi, il faut qu'on fasse comme ça, sinon on va avoir mil passés et pas de futur. C'est pour ça que le passé doit être conservé à sa place et pas apporté comme un sac à dos d'un voyageur.

En fin de compte, Cole Porter a raison: "Let's do it! Let's fall in love", ou simplement: "cheminer". 
 







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